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Minha Coroa

Lembrou de mim
como a agradável pessoa que era
sem os pesos de perdas ou dúvidas infelizes
sem o romantismo dos vagos

Lembrou de mim
como algo que nunca fui
como alguem que ele gostariam que eu fosse
e que eu nunca tentei ser

Lembrou de mim
como estraordinária
porque conservo do lado das latas vazias de comida em conserva
a minha coroa.

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Garotos Perdidos

Pra onde vamos?
Para O lugar
Onde fica?
Lá.
Como se chega?
Indo.
E quando chegar a gente faz o que?
Volta.

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Dias pesados não mostram o céu

Dias pesados
Fazem baixar a cabeça
Não que o chão seja interessante
Mas é mais homogêneo
Que todo caos que se apresenta a minha frente

Todas as falas hoje
Remetem as tragédias de minha vida
Tudo me faz lembrar algo ruim
Tudo é ruim
E tem um gosto estranho
Está me fazendo mal

Hoje sou uma pessoa pessimista
Amanhã espero voltar ao meu estado de torpor social.
As vezes não consigo levar meu projeto adaptativo adiante…
Nem comprando roupas, malhando ou falando de caridade.

Hoje
Todas as intenções são ruins
Todas as pessoas egoístas
Tudo que vejo entre o chão e o céu
É o inferno.

Indiferença com o mundo?
Não.O que sente em relação ao inferno?

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A vida segue trôpega

Às vezes a dor é tão grande que parece mentira
A gente chora, faz escândalo
e no minuto seguinte parece que tudo volta ao normal
Parece que nada aconteceu
A vida segue trôpega

De repente vem a onda de tristeza, volta outra vez
voltam as lágrimas e o suor de respirar ofegante
a negação, a inconformidade
Volta o medo de não te ter mais aqui

Depois vem a necessidade de ser forte
pelos outros que a gente ama
Só resta continuar, dissimulando o grande vazio
Fingindo que as noticias são boas
A vida segue trôpega

Outra vez me derruba a solidão
Volta a saudade de você
As imagens, as lembranças
A dúvida do que faço sem você sorrindo do meu lado

Mas o que eu posso fazer vó
Ou únicos sorrisos sinceros que eu dou
São quando lembro os bons momentos com você
Mas eu vou levando, esperando você melhorar.
Esperando conseguir ser forte como você

Enquanto isso
A vida segue
Mas segue trôpega

Porque ninguém é capaz de suportar essa dor o tempo todo
Resta-nos às vezes delirar.

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Café de posto

__ vc é a maior tomadora de café que eu conheço! Sempre te encontros nos cafés da vida. Qual seu preferido?
__O com cafeína.
__hauahauaahauhau. Muito engraçada. Serio…Eu adoro o do Lucca Café.
__Eu adoro o requentado daqui de casa.
__Você requenta café?! Ah meu Deus! Não acredito que você requenta café!!! Não esperava isso de você!
__Café é que nem todas as coisas boas da vida. Você não pode levar a serio, se não perde a liberdade de quantidade e perde a graça.

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Capricho seu!

Você conseguiu garota. Conseguiu! E agora? Agora nada. Como antes de conseguir. Agora a necessidade de outra coisa. Maior ou menor? Não importa! Prefiro tequila que cerveja! Talvez precise chamar a atenção de alguém ou conseguir arruinar um inimigo. Agora? Ainda não. Preciso ir as festas mas sem tempo de me livrar de mim mesma. Ouço músicas novas tão iguais da semana passada. A garganta dói, preciso de vinho quente. E preciso terminar o livro do velho Buk. Preciso arrancar páginas da minha agenda. Esses dias negros de nada me serviram. Preciso arrumar minhas coisas. Arrumar meus livros parece mais difícil Que arrumar as idéias dos outros. O que pretende? Porque o faz? Aonde quer chegar?

Se é em mim… Desista. Porque necessidade é busca o resto é capricho seu.

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Eureka!

Olhe

Analise

Comente

Julgue

Conceitue

Pisque

e perceba

que não vê.

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Sexta não pode ter cara de domingo

Porque é o dia mais leve
domingo é um dia triste porque leva ancorado
o peso da segunda feira
Sexta a gente quer descansar a mente
Quer sair e preencher o vazio de idéias durante a semana
Domingo quer descansar o corpo
Cosa que sexta a gente mal lembra
Descansar em dobro.
Das coisas ruins da semana e dos prazeres da sexta e do sábado.

Hoje é sexta e parece domingo
Eu não mereço isso!
Demonstra que na briga entre mente querendo trabalhar
E corpo querendo descansar
O corpo venceu.
Esta reflexão é o último do bagaço que sobrou.
Fora ele só me restou a vontade teimosa de um dia ser só alma.

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Balada do tédio

A semana passou tão perto de mim
que não sinto nada a não ser ela,
que ainda está aqui me envolvendo.
matará esse sentimento a sexta?
o que será minha proxima segunda?

A semana está passando e eu a vejo até demais.
olhos de desespero pelo peso do tempo.
Ela passa asem deixar gratificação
e exige minha atenção.
Tenho que estar atenta para qualquer brecha de tempo raso.

Os tempo estão profundos como um poço escuro.
preciso de um lago com chorões e Ciprestes
para estar numa cabana com chuva e café.

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Não é…

Não é depressão

é raso demais para ser tão grave

é tristeza

e só.

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3, três passará

Derradeiro ficara (para trás).
Bom perdedor, mal jogador
Dá licença pra eu ganhar.

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4 tipos básicos de pessoa

1. As que jogam o lixo no primeiro que avistam,
2. as que passam horas procurando um lixo mais perto e andam mais do que se tivessem ido em linha reta,
3. aquelas que jogam o lixo no chao
e 4. aquelas que olham, ponderam e seguem.

Mas isso nao determina se sao boas ou ruins.

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I never really liked sunny days

Mas também não seria feliz em Londres
Eu não seria feliz em Londres
Porque por mais que eu não goste
Devem existir dias de sol
Para que eu feche a janela e fique na escuridão
Sabendo que a claridade mais incomoda esta lá fora.

Eu não seria feliz em Londres
Apesar de não gostar de dias de sol
Também não sou aqui.
Não serei feliz em nenhum lugar
Enquanto a tristeza estiver dentro de mim.
Mas mesmo se eu fosse feliz
Se fosse para Londres não seria mais.

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Poder

A fatalidade de me ser

de querer ser e poder

é Poder.

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Me me me me!

Personalidade esvaziada de boa intenção
cheia de cores promíscuas de saturação

A sátira acanhada, estreita e malfeita
Daquela perdedora que por mim foi eleita

Prefeita, perfeita, desfeita, refeita

Da serventia dos inteiros mimetismos
Sem as assertivas dos fortes aforismos

Sem graça, chuvosa, sem empatia
Ela grita, ela geme, ela pia, ela mia

Aproxime-se e, sem credo e sem dor,
Diga bom dia a minha vida pornô

Café, por favor!

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Encruzilhada

A sensação é de ter perdido o caminho de volta.
Não de ter se perdido no caminho de volta
porque nenhuma das duas tentou voltar.

A gente achava que era apenas mais um ciclo
mas dessa vez não foi assim.
Estou longe.
Não posso mais escutá-la.

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Resgate

– Você fala como quem tem muita mágoa no seu coração mas eu sei que isso tudo é amor.Por isso, mesmo você me destratando, estou aqui para te dizer que isso vai te matar. Esse amor vai ficar envenenado e vai te destruir. Quando você perceber tudo isto eu vou estar do seu lado mas você não vai ver porque se sentirá no fundo do poço e minha voz lá de cima só vai chegar até você muito depois, como um eco melancólico distante. Mas não tem problema. Se for preciso eu vou te buscar lá, lá no fundo do poço.

– É? Então pode vir.

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Traquinagens

De volta as traquinhagens

que cheiram a vodka

a látex

a vômito.

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Quero uma poesia com a palavra apartamento

Apartamento
Algo pra se afastar nas férias
Nem que seja por pouco tempo

Apartamento
Uma palavra antiga
E mais bonita para se dizer ‘afastamento’

Apartamento
Algo pra se dividir
Melhor que dividir amor é dividir cimento

Apartamento.
Uma palavra bonita
Uma palavra vazia cheia de gente vazia dentro

Apartamento
Cabe pouco sentimento
Mas cabe muita rima dentro

“Aparta!
Apartad de aqui!”

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Na pele que sinto

Penso que não deixei nada para trás

Carrego nas costas o peso de uma vida inteira
Mentiras ,verdades, dores , pirraças
Canções , sofrimentos , amores , trapaças

E é na pele que sinto
O que não foi extinto

Eu posso ver
Com os olhos a pura razão
Para processar
E colocar um pouco de emoção
Posso sentir
Posso rir , posso deixar fluir
O sangue que percorre e aquece
Que eu sei que um dia as dores aparecem

Me arrependi de não seguir o conseguir o conselho
Voei toda a vida e agora estou de joelhos
Me entristece o que vejo no espelho
O sangue que palpita dos meus olhos vermelhos
E é de me arrepender que chego à redenção
Você me toma , me estraga , me deixa só nesta livre prisão
Escondo-me em qualquer canto pra não ter sermão
E percebo que sou mais veloz na contra mão

E é na pele que sinto
O que já foi extinto
Você só com as mãos não percebe que eu sinto

Tento deixar a raiva para trás
Mas ela é traiçoeira , rápida de mais
Entorpecendo por desejos e sonhos
Querendo ocultar o fato medonho
Choram as ruas , as praças , as casas
E as almas que vagam perdidas suadas
Ficam estupefatas da sua cara lavada
E minha ânsia lamenta maltratada
A minha tristeza não leva a maré
Tudo fica sem cabeça e sem pé
O mundo que girava , agora da ré
E eu percebo a vida como ela é…

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Eu não morri ontem.
Incrível é minha capacidade de sobreviver.

Não sei como eu às vezes ainda duvido da minha resistência…
Se eu soubesse canalizar isso
com certeza seria algum desses artistas de circo
Que engolem facas e andam em cima de prego e brasa.

Mas preciso dizer que estou com a garganta cortada,
Passando por cima da brasa e queimando os pés
E sentindo os pregos me perfurarem até os ossos…

Estou cansada, sem animo e quase sem nada…
Mas no caminho aprendi que o que a gente pensa ser essencial
Definitivamente não é.
O teu peso não compensa.
O peso deles também não.

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Lembrança

Eu esqueci de novo
Sai de casa e esqueci as chaves em cima da cama
Quando voltei para pega-las
Vi o café frio em cima da mesa que a muito tempo me esperava
Provei e estava sem açúcar
Eu havia me esquecido do quanto é doce a vida

Eu nunca esqueço dos meus problemas
Eu nunca esqueço de estar só
Eu não esqueço de você

Eu esqueci de novo
De trancar a porta antes de sair
Quando eu cheguei você já havia levado tudo
Vi a estante vazia
e os cacos de vidro pelo chão machucavam meus pés
nossa foto jogada num canto…
nossa vida num canto…

Eu nunca esqueço dos meus problemas
Eu nunca esqueço de estar só
Eu não esqueço de você
Aonde você me levou?

Eu esqueci meu numero de telefone
Já que não tem mais porque ligar para casa
Sento-me no gramado do que um dia foi um jardim
as flores secaram apenas nesse jardim
é outono apenas nele
a piscina de folha não me reflete
E jogo os ossos para o cachorro
que não existe
mas vive para balançar o rabo

Eu nunca esqueço dos meus problemas
Eu nunca esqueço das lágrimas mal derramadas
Eu não esqueço de você
Aonde você me deixou?

Não sei quando deixei de viver
Eu esqueci…
Acho que faz muito tempo
Talvez desde que você me levou
com as lagrimas que nunca derramei
com a face que nunca vi
O espelho me esqueceu
Eu esqueci de mim

Eu nunca esqueço dos meus problemas
Eu nunca esqueço de estar sem você
Eu não esqueço de você
Que sou eu?

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O instante infinito de possibilidades deve ser levado a sério e ao pé da letra
A impressionista
A impressionável
A tentativa frustrada
E a total impossibilidade de ser estável.
[não faço questão]A que se prende aos momentos fugazes do tempo
A que quando bebe gosta de sentir o vento
Que não quer o exato porque acredita que ele não exista
que espera que o tempo não insista e desista
[só o tempo]

Pequenas pinceladas a minha vida dão forma
Ensaia cada cor, cada sombra, cada luz
Pra isso ponho no pescoço a sua corda
Mas pelo menos é mais bonita minha cruz
[alguns pensam que ela é de isopor]

Mas me perdoe se creio demais nas impressões
Mas são elas e meus devaneios tudo o que tenho
É muito caro viver de emoções
É preciso paixão, loucura mas tb muito empenho
[porque tudo meu é metodo”lógico”]

Sim…Um pouco transcendental quem sabe.
Um pouco acidental também
Um pouco de querer pelo menos metade
Ou quem sabe mais da metade do que se tem
[ou do que se tinha]

E por mais que tente ser diferente
Por mais que eu tente sorrir e mostrar os dentes
O que me sobra e peso e consciência
Mas eu não ligo porque não há concorrência.
[quando não se quer competir]

Queria um boa impressão para me prender
Encarcerar-me apenas no lado bom da situação
Mas a impressão é livre demais para eu deter
Num cofre, numa cela ou no coração
[que de tão vazio não tem correntes]

Não sou uma pessoa de grande auto-estima
Assumo criar e enfeitar meu dilema
Quem sabe com isso um dia eu consiga uma obra prima
Mas só tenho este poema
[que até nas entrelinhas é pobre de rima]

A pincelada curta é o infinito de possibilidads de ser o que se é.

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Acho que levei um tiro
Mas que engraçado
Naun esta sangrando
Acho que levei um tiro
Mas que dramático
Eu beijei meu assassino

Acho que levei um tiro
Estranho não distinguir
Bala de canhão ou de festim

Acho que levei um tiro
Mas não foi a queima roupa
Mas não foi…

Acho que levei um tiro
Acho que levei vc
Acho que não levarei mais

Acho que levaram vc de mim
Mas que irônico
Eu nem percebi…

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1/4
Meu próprio cheiro me da náuseas
Meu pescoço dói
E faz a cabeça tombar para o lado
Sou realmente uma condenada na forca
Com a mesma corda que os outros
A diferença eh que posso sentir a tortura
E isso esta me matando aos poucos
Meus olhos vazios evitam ver
O cenário medonho que se tornou meu quarto
Aquele que considerava espelho de mim mesma
E continua sendo
Ele foi aquele que me abrigou a maior parte do tempo
As discursões entre os papeis de balas e de chocolates
Se torna insuportável
Como o som da lata de suco de tomate que rola no chão
A confusão dos papeis
E livros lidos e desconhecidos
Me deixa cansada quando penso em procurar respostas
Me enlouquece a confusão das cores
E dos tênis que não tive animo
De arrumar na sapateira
Em cada canto um par deles me faz lembrar
O quanto o abandono pode ser doloroso
E eu vejo meias sujas jogadas por cima deles
Futuras desencadeadoras da fúria
Que eu sei que vou sentir
Quando procurar uma limpa e naun achar
O pior de tudo eh ter que admitir
Que o simples ato de colocá-las no cesto
Evitaria tudo isso
Mas no momento
Este percurso seria uma procissão dolorosa
Onde eu teria que ouvir varias ladainhas…
E eu sentada na cama mal forrada
Machucada pelas rugas do lençol
E pelos travesseiros mal posicionados
Olho a cortina que naun via fechada há muito tempo…
E me vejo com medo dos sonhos
Que buscava quando a janela estava aberta
E que agora este manto verde me dá alívio
Por mantê-los longe de mim
Santa ignorância!
Como posso mantê-los lah fora
Se cá dentro de mim estão?
A extensão de mim mesma eh tão longa
Que o peso me faz cansar de tentar
As vezes penso que em vez de esperar
Os sonhos na janela
Seria melhor saltar por ela
Mas naun faço issoPq moro no 1º andar…

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Acerteza
E o meu medo que vem de não ter forças para suportar o mundo
que carrego com tanto esforço em meu coração
E o meu medo de descobrir que tudo fora em vão
E que este mundo apenas cá fora possa estar a sós
Que não existe e nem pode existir nada dele em nósO mundo que brota em minha mente
Parece-me tão real quanto o de fora
Chego a pensar em deste mundo ir em boa hora
E me entrar até ficar de dentro para fora

Dentro ou fora não sei bem há as certezas das reviravoltas
e da frase que pelo seu peso não tem volta
Como as lágrimas de um novo ser que chora
Ou como a morte breve que se demora


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Dívida ou Destino trágico do dinheiro
O que é uma garrafa de vinho?
Nada.
O que é uma garrafa de vinho vazia?
Libertação.
O que é a poética da irresponsabilidade?
Eu.
O que é seu fruto?
um poema.
…e uma dívida!
o que é isso?
Ter que ter.
E não ter.
O que fazer?
Queixa lírica.
e deixar a garrafa de vinho
Vazia.

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Alma
Procura-se uma alma perdida
Procuro minha alma
Almas
Estão desaparecidas
Almas se encontram debaixo dos carros
Gritam em buzinas e timbres
Falam nos jornais
E cheiram a gás carbônico e hidratante
Escondem-se em lábios pintados
E entre as pernas secas de excitaçãoProcura-se um pedaço de alma
Procuro algo dela
Almas
Estão retalhadas
Pedaços encontramos
Nos vidros dos carros fechados
Que param em sinaleiras carentes
Nas comidas espremidas em latas
Na infância que finalizou no meio
No fim de um dia
Que passou em branco como todos os outros

Procura-se um fiasco de alma qualquer
Procuro o que restou de uma
Almas se acabam
E juntas começam surdas por seus gritos…

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Poesia decrescente
Eu pensei que meu coração fosse só meu
Eu pensei que poderia fazê-lo voar
Transformaria em rocha
Pedra

Depois Folha
Flor
FrutoAgora sei que sou do mundo
Não sou mais criança
O mundo é de todos
E todos podem
Transformar meu coração em rocha
Pedra

Depois nó

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Pra que poesia quando se tem diálogos?
“Eu acho estranho isso. Você banca muito o jogo aberto comigo. Por detrás de tanta sinceridade deve ter um monte de coisas a esconder. Você deve ser uma daquelas pessoas com segredos excêntricos do tipo…que gosta de toda noite no mesmo horário observar o vizinho que bate na mulher. Eu posso passar horas me divertindo pensando em você fazendo coisas estranhas.”
“Bem…Assumo que gosto de comer brigadeiro quente lacivamente no joelho.”
“Viu! Você supera minha imaginação!”
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Bibelot não! Obra prima!
Para isso que eu nasci.
Assim alguns me reconheceram
para poucos retribuí as palmas…

e a valsa?
e o cigarro?
“De tudo um pouco” já diria ele.
nessa filosofia sigo fumando as vezes
porque sempre me acho no direito de errar um pouco

Obrigada pela intimidade
pelo vício de encontrar no erro a acertiva da hipotese de que faz mal.
Obrigado pelo vício
Pelos males justificáveis pelo descontrole.
Pela obra prima, e não pelo BIBELOT.

2 pensamentos em “Poesia

  1. Um misto de admiração e INVEJA…é o que sinto quando leio seus poemas…inveja por que vou me permitir sentir isto e ti dizer isso…você se permitiu tanto aqui!!tenho dificuldades com palavras…basta germinar para findar na minha cabeça e cair em solo de esquecimento – e vai ser tragada – antes mesmo de ficar adequada ao consumo (madura,amarela,vermelha e suculenta)…mas eu vou rodando em ciclos e devorando os frutos que você me ofereçe,apreciando seus diversos sabores – nem tudo nasceu pra ser doce e cheio de açucar como os cookies da subway!!!!

    Palavras de um eterno faminto saciado por uns instantes

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