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Já faz alguns anos que Marilyn Manson vem chamando atenção na áreas das artes plásticas. A primeira vez que ouvi falar que ele exporia suas telas duvidei de seu talento, achei que era apenas mais um músico que estava se aproveitando da fama pra fazer dinheiro. Não que não seja também isso, mas depois que vi as obras cheguei a conclusão de que amaria aquelas aquarelas independente de quem as pintou.

O título de seu disco e também de sua exposição aberta em 2002 na cidade de Los Angeles: “The golden age of grotesque” revela muito da conexção entre seu trabalho plástico e sua música. Porém, não é uma materialização óbvia. Se fosse pra imaginar como seriam suas telas pensaria em uma paleta muito mais escura, algo parecido com o que ele apresenta nos seus videoclips. A propia escolha da técnica me surpreendeu porque aquarela não é algo fácil de se fazer e sugere tons e superfícies mais suaves. As representações são de grande impacto e tem uma beleza grotesca como a do expressionista Egon Schiele.

O artista plástico não podia deixar de chamar atenção de colecionadores de arte dos rock como a familia Osborne que adquiriu a aquarela “Harlequin Jack as the Absinthe Bunny” por $15,000. Sobre a obra Manson comentou: “When I drink sometimes, the rabbit pulls me out of the hat. This was actually stained with absinthe. I was drinking as I was painting and put my brush in the wrong one. It makes a nice stain, so I figured I didn’t want to waste it.”

"When I drink sometimes, the rabbit pulls me out of the hat. This was actually stained with absinthe. I was drinking as I was painting and put my brush in the wrong one. It makes a nice stain, so I figured I didn't want to waste it."

Harlequin Jack as the Absinthe Bunny

Uma personalidade conhecida que foi musa para um dos seus trabalhos foi sua ex-mulher Dita Von Teese, famosa dançarina burlesca que esteve recentemente no Brasil. Eles se conheceram em 2001 e  ficaram juntos até 2006.

Dita

Em 2007 ele começou a sair com Evan Rachel Wood com quem aparece no vídeo seguinte durante a abertura de sua exposição no Brasil na Galeria Romero Britto.

O título da exposição: “Flores do mal”, referencia um dos mais importantes livros de poesia da literatura mundial. Não seria loucura pensar em Manson como um Baudelaire pós moderno. Não é difícil imaginar ele cantando algo como:

“É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão. Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão, é preciso embriagar-vos sem trégua. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos.”

Para mais obras comentadas acesse o site da MTV.

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